De tempos em tempos surge um alimento que figura nos centros dos debates sobre emagrecimento saudável. O óleo de coco é um deles, já que muito tem se falado sobre o produto tanto no ambiente acadêmico quanto nos meios de comunicação — atualmente, é um dos queridinhos dos planos alimentares. No entanto, nem tudo que se fala sobre os benefícios do uso do óleo de coco na dieta é verdade.

Pensando nisso, neste artigo vamos apresentar 8 mitos e verdades mais comentados no senso comum, ajudando você a entender de vez quais são as verdadeiras vantagens desse produto e no que não deve acreditar se quiser ter uma alimentação saudável. Vamos lá?

Confira agora 8 mitos e verdades sobre o óleo de coco na dieta fitness:

1. O óleo de coco emagrece?

Mito. Não existem evidências científicas provando que o óleo de coco na dieta emagrece. No entanto, por ser mais saudável em relação aos óleos de origem vegetal, como soja, canola e girassol, ele pode ser um aliado para a alimentação equilibrada, trazendo benefícios para o corpo, entre os quais se encontra a perda de gordura.

Contudo, de nada adianta se fartar do produto — já que apenas duas colheres de sopa por dia são indicadas — e não cuidar da dieta, nem praticar exercícios físicos regularmente. O efeito pode ser desastroso!

2. O produto ajuda na saciedade?

Verdade. O óleo de coco é rico em gorduras saturadas — cerca de 92% da sua composição —, o mesmo tipo presente na banha de porco, nos ovos e no bacon. Esse tipo de gordura tem a digestão bem mais lenta em relação às demais e, por isso, garante saciedade por mais tempo, inibindo a vontade de comer toda hora.

Graças a essa maior saciedade, o óleo de coco é bastante utilizado por pessoas adeptas à dieta com pouca ingestão de carboidrato — low carb —, pois fornece energia tanto antes quanto depois do treino.

3. O consumo ajuda no combate à prisão de ventre?

Verdade. Assim como qualquer outra gordura, o óleo de coco melhora o funcionamento do intestino. Além de contribuir para a manutenção da flora intestinal, as gorduras se misturam aos alimentos e ao bolo fecal, facilitando o percurso por todo o sistema digestivo. Isso faz com que o organismo absorva melhor os nutrientes, evitando a prisão de ventre.

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No entanto, vale destacar que o excesso de óleo de coco pode ter o efeito aumentado, sendo capaz de provocar diarreias.

4. Esse óleo pode substituir o azeite de oliva?

Esse óleo pode substituir o azeite de oliva?

Mito. Com a popularização do óleo de coco e seus benefícios para a dieta, muito se falou sobre a substituição do azeite pelo produto. Entretanto, podemos dizer que tratam-se de alimentos totalmente diferentes. O azeite de oliva é rico em Ômega 3, que é responsável por regular algumas funções do organismo. Ele combina bastante com pratos frios e também pode ser aquecido, apesar de não suportar tão bem as temperaturas mais elevadas.

O óleo de coco, por sua vez, não tem Ômega 3 e, por ser do grupo das gorduras saturadas, se adapta melhor aos pratos quentes do que os frios. Por essas razões, ele não deve substituir o azeite e, sim, ser um aliado (com moderação) em uma dieta equilibrada.

5. Qualquer um pode consumir?

Mito. O óleo de coco não deve ser recomendado para pessoas que têm colesterol elevado, problemas cardiovasculares ou síndrome metabólica.

Nesses casos, a pessoa deve evitar consumir o produto ou procurar orientação médica a respeito. Somente uma investigação mais profunda é capaz de dizer se você pode ou não fazer uso dele na sua alimentação. Na dúvida, prefira o azeite de oliva nas preparações, pois o risco de causar algum problema é menor.

6. O óleo de coco ajuda a prevenir doenças cardiovasculares?

Mito. Por mais saudável que seja em relação às outras opções destinadas ao preparo dos alimentos, o óleo de coco é rico em gorduras saturadas, que, em excesso, podem elevar o risco de doenças cardiovasculares.

Isso acontece porque o alimento tende a aumentar os níveis do colesterol LDL (colesterol ruim), ao passo que não existem pesquisas que comprovem que aumenta o HDL (colesterol bom). O LDL elevado aumenta o risco de doenças relacionadas ao coração, além de multiplicar a chance de acontecer um infarto ou AVC.

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7. Ele atua na prevenção de Alzheimer?

Mito. Existem informações de que o uso do óleo de coco na dieta poderia melhorar funções cognitivas, diminuindo a chance de doenças degenerativas no cérebro, como o mal de Alzheimer.

No entanto, as pesquisas realizadas nesse sentido não podem ser consideradas como conclusivas, umas vez que fizeram testes in vitro e com a utilização de animais. Com isso, por falta de testes em humanos, não é possível afirmar, com certeza, se o produto oferece algum tipo de benefício em relação a essa doença.

8. O produto ajuda no controle do açúcar no sangue?

Verdade. O produto atua controlando a quebra dos carboidratos em glicose, o que permite que o açúcar seja liberado de forma lenta e gradual na corrente sanguínea. Além de controlar o efeito glicêmico dos alimentos, também contribui para a regulação da insulina.

Para quem está buscando emagrecimento e melhores resultados com a dieta essa propriedade é de grande importância, uma vez que variações muito grandes do índice de glicemia sanguínea alteram o mecanismo que libera a insulina, aumentando o apetite e a predisposição em desenvolver diabetes e de acumular gordura na região abdominal.

Como vimos, incluir o óleo de coco na dieta apresenta vantagens para a sua saúde e ajuda a alcançar a sua meta de emagrecimento. Por isso, é preciso ter em mente que nenhum alimento deve ser considerado um verdadeiro milagre, assim como também podemos transformá-lo em vilões por seus possíveis efeitos negativos.

De uma forma geral, o indicado é sempre procurar ajuda de um nutricionista, pois só ele é capaz de dizer se determinado produto funciona ou não para seu organismo e se pode ser um aliado para você conquistar o corpo dos sonhos.

E aí, o que você acha do óleo de coco? Já fez o uso em sua alimentação? Deixe o seu comentário contando para a gente como foi a sua experiência!